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A empresa, quando necessita de mão-de-obra, normalmente recruta novos funcionários. Há uma oferta de trabalho, salário, benefícios, mas em contrapartida, há por parte do trabalhador obrigações a cumprir, como executar bem as tarefas solicitadas, ter competência, se relacionar de forma respeitosa com os demais colegas e liderança, além de cumprir a jornada de trabalho, que é o período estabelecido no contrato da empresa que deve ser cumprido pelo empregado.

Aqui no Japão, conforme a lei trabalhista japonesa, é proibido ultrapassar a carga horária de 8 horas diárias, excluindo os horários de intervalos. Esses intervalos são os momentos em que o trabalhador usa de forma livre. Também é estabelecida na lei 1 folga por semana (com exceções),  como as horas-extras, que sempre é muito bem-vinda para quem quer juntar dinheiro ou ganhar mais.

Sabemos que, muitas vezes, quando fechamos um acordo com uma empresa (empreiteira/fábrica) não pensamos no impacto que pode nos causar. E, hoje há uma grande preocupação com o excesso de trabalho, que tem sido um dos grandes prejuízos, tanto para as empresas, por causa dos processos de indenização, mas também na sequelas que os trabalhadores tem sofrido, chegando as vezes a casos de invalidez ou  morte por estresse.

Doenças, como infarto, hipertensão arterial, dores musculares e de cabeça, dores nos ossos e em muitos casos, transtornos mentais, como a depressão (esgotamento mental e físico), LER (lesão esforço repetitivo), dores como tendinite, nas costas, etc.

Já foi classificado uma síndrome com nome de Burnout: doença causada pelo excesso de trabalho. E, quando isso acontece, tem sido motivo de muitas preocupações, porque também é necessário manter o emprego diante das necessidades financeiras, pessoais, familiares mas, também por parte das empresas, existe uma constante cobrança por produção e resultados melhores. E, pasmem, o Brasil nesse quesito fica atrás do Japão, que lidera o ranking geral da doença.

Como descobrir se estou passando por isso?

Alguns são os fatores, como o excesso de trabalho, e a exaustão emocional, mental e física da pessoa, sempre relacionado com o ambiente de trabalho. Sabe, aquele negócio desgastante, sem alegria? É bem isso! Aquele desânimo de ir trabalhar, combinado com algumas situações como:

  • Rotina desanimadora;
  • Falta de equilíbrio entre a vida pessoal e trabalho; (por não estar bem no trabalho, em casa as coisas também não andam nada bem)
  • Alto nível de cobrança e exigência (busca sempre o perfeccionismo no trabalho);
  • Problema de relacionamento com os superiores e colegas;
  • Sentimento de negatividade e autoinsuficiência;
  • Sentimento de exploração e desvalorização;
  • Insatisfação geral, sempre reclamando do trabalho, das pessoas, dos superiores, dos horários e do salário.

Nisso tudo, pode sim estar havendo um desequilíbrio. E, é possível que nesse quadro possa aparecer sintomas físicos, porque o corpo dá sinais que está exausto e no seu limite.

Quando se toma conhecimento do que está acontecendo, devemos procurar ajuda. Um tratamento adequado, com profissionais corretos, e as multidisciplinas, como a  psiquiatria, psicologia  e nas empresas, uma necessidade de intervenção psicopedagógica, que analisará e mostrará caminhos para solucionar esses conflitos, passando pela atuação da aprendizagem, levando a uma mudança de posição do trabalhador sobre o ambiente, as tarefas e a rotina de trabalho.

Márcia Queiroz

Psicopedagoga Organizacional

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